O ex-estudante de medicina condenado a 33 anos e oito meses de prisão por estupro de vulnerável contra uma irmã e uma prima em Teresina, foi preso na manhã desta quinta-feira (19). Ele estava foragido há mais de um ano e foi encontrado na cidade de Mar del Plata, na Argentina.
Em novembro de 2022, o jovem foi condenado pelos estupros contra a prima de 12 anos e a irmã de nove anos. Pelo estupro de outra irmã, com então 3 anos, o réu foi absolvido. Pelo crime contra a prima, o juiz Raimundo Holland Moura de Queiroz, da 5ª Vara Criminal de Teresina, determinou pena de 10 anos, 4 meses e 7 dias pelo abalo psicológico e relações domésticas. Já contra a irmã de nove anos, a pena foi de 23 anos e 4 meses, sendo consideradas além do abalo psicológico, relações domésticas e ser irmão paterno da vítima.
"Diante de novas informações de que Marcos Vitor estaria residindo na cidade de Buenos Aires, apresentando-se com nova identidade, foram realizadas diligências de campo e em ambiente cibernético, que resultaram na localização, confirmação de identidade e prisão do investigado", informou a Polícia Civil.
A prisão foi efetuada com apoio da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), do Corpo de Investigação Judicial (CIJ) do Ministério Público Fiscal de Buenos Aires e da Polícia Federal Argentina.
A Polícia Civil informou ainda que o ex-estudante de medicina chegou a morar em Buenos Aires, onde morava em um hotel e trabalhava como garçom em um restaurante. Após a condenação, ele se mudou para Mar del Plata.
Ainda segundo policia, Marcos Vitor entrou ilegalmente na Argentina, através da fronteira seca. As investigações ainda vão apontar se o ex-estudante de medicina teve apoio de alguma assessoria.
Inicialmente não conseguimos verificar que saiu para fora do Brasil, porque ele saiu de forma ilegal, pela fronteira seca. tudo indica que contratou alguma assessoria para fazer esse translado, disse o delegado.
Os crimes foram denunciados pelas mães das vítimas à Delegacia de Proteção à Criança e Adolescência (DPCA), em Teresina, em setembro de 2021. As vítimas, de 3 a 15 anos na época, revelaram os abusos, que ocorriam entre jogos e brincadeiras, segundo a polícia, principalmente dentro do quarto do estudante, que morava com o pai, a madrasta e as duas irmãs.
Ele estudava medicina em uma faculdade em Manaus, depois das denúncias foi expulso do curso e fugiu. Em mensagem à madrasta, o estudante chegou a confessar o crime e pediu perdão.