A paratleta piauiense Auricelia Nunes Evangelista, integrante da Seleção Brasileira de Parabadminton, foi impedida de embarcar sozinha em um voo da Latam no Aeroporto Internacional de Aracaju na madrugada da última quarta-feira (15).
Em suas redes sociais, a paratleta relatou toda a situação. Após entrar na aeronave, um funcionário da companhia aérea que se identificou como “chefe de cabine" comunicou que ela não poderia embarcar por ser cadeirante e não ter como ir ao banheiro sozinha.
Mesmo após ter se identificado como paratleta acostumada a viajar sozinha há mais de seis anos, Auricelia Nunes afirma ter sido ignorada pelo funcionário da empresa, que reafirmou a necessidade dela ter um acompanhante para seguir no voo.
“Estou convocada para compor a seleção Brasileira de Badminton e estou indo à primeira etapa internacional do ano, na Espanha e o “bendito cidadão”, me fala que, não posso viajar sozinha! Será que todo DEFICIENTE CADEIRANTE, quando entra em um avião, pede logo para ir ao banheiro? E será que todas as vezes é o mesmo, “Chefe de Cabine”, que o leva até o banheiro? E justamente por eu ser cadeirante, ele acha que tem o direito de tentar impedir meu direito de ir e vir?”, desabafou a paratleta.
“Estou convocada para compor a seleção Brasileira de Badminton e estou indo à primeira etapa internacional do ano, na Espanha e o “bendito cidadão”, me fala que, não posso viajar sozinha! Será que todo DEFICIENTE CADEIRANTE, quando entra em um avião, pede logo para ir ao banheiro? E será que todas as vezes é o mesmo, “Chefe de Cabine”, que o leva até o banheiro? E justamente por eu ser cadeirante, ele acha que tem o direito de tentar impedir meu direito de ir e vir?”, desabafou a paratleta.
A situação só foi resolvida após um outro funcionário da companhia aérea sair do seu setor e conversar com o “chefe de cabine”. Após o impasse, Auricelia Nunes conseguiu embarcar e seguir viagem para São Paulo.
Até a publicação desta matéria a assessoria de imprensa da Latam, não havia se manifestado.