Cerca de 60 pessoas, entre moradores, bombeiros, brigadistas do ICMbio e voluntários, trabalham para controlar o incêndio que atingiu quase 10 mil hectares nas cidades de Canto do Buriti, Eliseu Martins e Caracol, no Sul do Piauí. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo está a 7 km do Parque Nacional das Serras das Confusões, maior área de preservação da caatinga.
"Nós temos 23 km de extensão da linha de fogo e estamos com o foco principal a 7 km do Parque Nacional da Serra das Confusões. Se não houver uma mudança de direção do vento, o fogo pode atingir o parque", declarou o capitão William Borges, do Corpo de Bombeiros.
O capitão explicou que o foco do incêndio iniciou nas Fazendas Santa Fé e Santa Clara, entre Canto do Buriti e Eliseu Martins, mas avançou 5 km em 24 horas e o fogo chegou na região de Caracol.
"Estamos avisando para tomar as iniciativas técnicas para a extinção dos focos. Contamos com uma brigada para dar o combate de imediato as chamas, temos dois carros-pipa e aguardamos chegar mais três. Além do helicóptero da Polícia Militar que é um vetor de combate as chamas, serve tanto para extinguir o fogo, como para transporte da nossa tropa para próximo das chamas", explicou.
POLÍCIA APURA ORIGEM DO INCÊNDIO
Para apurar a origem e as causas do fogo, a perícia criminal da Polícia Civil foi enviada à região. Em entrevista à TV Clube, o delegado-geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, destacou que enviou peritos a Canto do Buriti, com o objetivo de desvendar se o fogo tem origem criminosa.
"Resolvemos mandar peritos para constatar se houve dolo na prática desse crime, se foram atear fogo por algum motivo irresponsável e saber se vai ser um crime de incêndio comum no código penal, ou se há uma área de preservação que constate crime ambiental. O inquérito policial já foi instaurado", disse.
Segundo Dênio Marinho, diretor de fiscalização da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh), existe a suspeita que o incêndio iniciou a partir de uma briga entre produtores rurais da região.
ESCOLA SEM ENERGIA E AULAS SUSPENSAS DEVIDO AO FOGO
A Unidade Escolar Lúcia Maria Oliveira, no Assentamento Santa Clara, que foi cercada pelo fogo na tarde de quarta-feira (23), ficou sem energia nesta quinta.
O assentamento fica a 65 km do Centro da zona urbana da cidade. Os educadores se esforçaram, com auxílio de um carro-pipa, para retirar os alunos do local. Os alunos foram retirados da escola por volta das 18h30 de quarta. Devido ao incêndio as aulas foram suspensas por tempo indeterminado.
O professor Ricardo Macedo explicou que a unidade funciona pela manhã e tarde como Escolinha Santa Clara para crianças do ensino fundamental e no turno da noite como Unidade Escolar Lúcia Maria Oliveira, atendendo jovens e adultos.