Polícia Tragédia
Mulher vítima de arroz envenenado que voltou a ser hospitalizada morre em Parnaíba
A mulher foi uma das nove pessoas envenenadas no dia 1º de janeiro deste ano. Dentre elas, cinco morreram. Ela foi uma das quatro pessoas que teve alta, mas voltou a ser hospitalizada 20 dias depois.
24/01/2025 12h58 Atualizada há 2 anos
Por: Redação Fonte: Redação

Morreu na manhã desta sexta-feira, 24, Maria Jocilene Silva, de 41 anos, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Dirceu Arcoverde, em Parnaíba, litoral do Piauí. 

Jocilene passou mal na quarta-feira, 22, na residência em que casos de envenenamento foram registrados neste ano. Ela foi encaminhada a unidade após vomitar e sentir dores. Jocilene é é ex-nora de Maria dos Aflitos, mãe de Francisca Maria e Manoel Leandro e avó das crianças mortas em episódios anteriores de envenenamento.

No dia do novo ocorrido, Maria dos Aflitos foi levada da residência um carro descaracterizado. Ela teria sido ouvida na Delegacia Regional de Parnaíba.

O material coletado da paciente foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Teresina que deve divulgar um laudo apontando a causa da internação de Maria Jocilene.

Em nota, o Heda lamentou profundamente o falecimento da paciente e informou que o corpo será encaminhado ao IML para os devidos procedimentos. "A causa do falecimento será divulgada somente após a conclusão da investigação", diz o comunicado.

"Neste momento de imensa dor, expressamos nossas mais sinceras condolências à família da paciente e reafirmamos que a equipe multidisciplinar do Heda atuou com total dedicação, seguindo rigorosamente todos os protocolos e medidas necessárias para garantir o melhor atendimento desde a admissão da paciente", afirmou o hospital.

Cinco pessoas morreram

Cinco pessoas morreram após comer o arroz envenenado. O principal suspeito do crime é Francisco de Assis Pereira da Costa, padrasto de uma das vítimas.

Ele foi internado junto com os outros familiares, com supostos sintomas de envenenamento, mas teve alta do hospital no mesmo dia e está preso temporariamente desde 8 de janeiro. A Polícia acredita que ele fingiu passar mal e, na verdade, comeu uma porção de arroz sem o veneno.