Justiça Piauí
Defesa esclarece: R$ 300 mil são danos materiais, mas indenização pode chegar a R$ 1 milhão
Nós partimos primeiro do dano material que orbita entre 250 e 300 mil reais. Isso em referência à casa, aos objetos que guarneciam esse imóvel e coisas desse tipo fogão, geladeira, televisores, toda a situação de utensílios doméstico da senhora Lucélia.
07/02/2025 10h39 Atualizada há 1 ano
Por: Redação Fonte: A10+
Foto: Roberto Araújo/Cidadeverde.com

A defesa de Lucélia Maria, de 52 anos, deve solicitar até R$ 1 milhão em danos materiais e morais, além da extinção do processo contra ela. Lucélia ficou presa injustamente durante cinco meses sob suspeita de envenenar duas crianças com frutas e ainda teve a casa e o bens incendiados pelos vizinhos. Ela foi solta depois que os autores do envenenamento foram presos, no mês passado.

Ao A10+, o advogado de Lucélia, Sammai Cavalcante, explicou que nesse momento a Lucélia ainda se mantém sobre acusação. Com isso, a defesa requer que o julgamento seja antecipado, destituindo a necessidade de produção de prova testemunhal, visto que os verdadeiros culpados estão sob apuração da Polícia Civil do estado. Maria dos Aflitos e o marido, Francisco de Assis, estão presos sob suspeita de serem os autores do caso de envenenamento no litoral do Piauí, que chocou o país.

Com a sentença transitada em julgado, a defesa, então, entrará com ações civis e indenizatórias. De acordo com o representante de Lucélia, essas ações são processadas em varas cíveis.

“Nós partimos primeiro do dano material que orbita entre 250 e 300 mil reais. Isso em referência à casa, aos objetos que guarneciam esse imóvel e coisas desse tipo fogão, geladeira, televisores, toda a situação de utensílios doméstico da senhora Lucélia. E isso aí será crescido ainda do dano moral, porque é um sofrimento de cunho subjetivo, ele está no subjetivismo da pessoa. E só a Dona Lucélia pode mensurar o que ela sofreu. Baseados em decisões judiciais e casos semelhantes, nós devemos acertar esse valor podendo chegar na casa de R$ 1 milhão”, destacou.

Foto: Roberto Araújo/Cidadeverde.com

A justiça determinou a soltura de Lucélia Maria da Conceição, em 13 de janeiro, após a divulgação de um laudo que descartou veneno nos cajus que foram consumidos pelas crianças. O caso ganhou uma grande reviravolta e a mulher, que estava presa desde agosto de 2024, vai ser inocentada.