Polícia Piauí
Assassino alega ter recebido “cantada” antes de matar filho vice-prefeito
“ A motivação do crime foi registrada como homofóbica, já que a agressão teria sido desencadeada pela suposta investida da vítima“, ressaltou o delegado.
05/01/2026 23h28 Atualizada há 8 meses
Por: Redação Fonte: Metrópoles

Guilherme Silva Teixeira, 24 anos, preso pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) pelo homicídio do professor João Emmanuel Ribeiro Gonçalves de Moura Carvalho, 32, disse que cometeu o crime após ter recebido uma "cantada" da vítima.

De acordo com o delegado-chefe da 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho 2), Ricardo Viana, a vítima chegou em um carro de aplicativo à própria residência, por volta das 5h50, deixou o celular e uma mochila e voltou para a rua, dirigindo-se à parada de ônibus próxima de casa.

"Do outro lado da pista, em frente a um condomínio, o suspeito aguardava uma carona para ir ao trabalho. Já alcoolizada, a vítima supostamente teria passado a se dirigir ao autor e, segundo ele, teria dado em cima dele e chamado para a prática de atos s3xuais, o que o deixou ofendido", disse o delegado.

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Nesse momento, de acordo com o Ricardo Viana, o autor atravessou a pista correndo e iniciou as agressões com socos, chutes e pisões. "A violência foi tão intensa que a marca do chinelo do autor ficou impressa no rosto da vítima, que mOrreu no local, quase em frente à própria casa", afirmou.

O delegado da 35ª DP disse ainda que o motorista que daria carona ao suspeito é vizinho da vítima e, tanto ele quanto o autor, trabalham como serralheiros.

"A esposa do motorista foi quem fez a ligação anônima para o Corpo de Bombeiros, acionando o socorro. A motivação do crime foi registrada como homofóbica, já que a agressão teria sido desencadeada pela suposta investida da vítima", ressaltou.

A roupa utilizada por Guilherme no momento do crime foi apreendida.