Justiça Piauí
Após soltura, defesa de Bruno Lima afirma que prisão foi ilegal e cita medidas cautelares
A defesa afirma ainda que não estariam presentes os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva.
13/01/2026 20h00
Por: Redação Fonte: Redação

Após a soltura de Bruno Lima, a defesa do investigado se manifestou sobre o caso e questionou a legalidade da prisão. As informações foram repassadas ao Portal Alô Piauí após a liberação do investigado, quando a equipe de reportagem entrou em contato com a advogada de defesa, Kelly Brandão, para obter esclarecimentos.

Segundo a advogada, Bruno Lima não foi preso em flagrante em nenhum momento. Ainda assim, conforme a defesa, a decisão judicial mencionou a conversão de uma suposta prisão em flagrante em prisão preventiva, o que, de acordo com Kelly Brandão, não existiu nos autos do processo.

A defesa afirma ainda que não estariam presentes os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva. De acordo com o posicionamento apresentado, o investigado não representa risco à ordem pública, não ameaça a instrução processual e não há elementos concretos que indiquem que sua liberdade possa causar prejuízos ao andamento do processo.

Ainda conforme a advogada, o Judiciário fixou medidas cautelares diversas da prisão, as quais, segundo a defesa, serão rigorosamente cumpridas pelo investigado.

Kelly Brandão ressaltou que a prisão cautelar deve ser aplicada apenas em situações excepcionais e destacou a importância do respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.

O caso segue em tramitação na Justiça. Até o momento, não houve manifestação oficial da acusação sobre os argumentos apresentados pela defesa.

Relembre o Caso

Bruno Lima é investigado suspeito de tentativa de feminicídio contra a secretaria de Saúde do município de Francisco Ayres-PI, Rosimeiry Nunes.