O governador e candidato à reeleição Rafael Fonteles (PT) rebateu críticas à saúde pública durante o debate desta segunda-feira (7), defendendo os indicadores apresentados sobre a redução do tempo de espera na rede estadual e afirmando que os dados podem ser auditados e aferidos. Ele citou a redução do tempo médio para cirurgias eletivas, de 464 para 26 dias, e apontou a implantação de 28 centrais de diagnóstico como uma das medidas para aproximar os serviços da população.
Ao responder ao questionamento do adversário Joel Rodrigues (PP) sobre o tempo médio de espera por cirurgias no atual governo, Rafael explicou que o indicador representa uma média calculada a partir do acompanhamento dos pacientes.
“O tempo médio é medido paciente a paciente. Claro que há pacientes com um tempo de espera maior, pois repito, esse é o tempo médio. Do mesmo jeito, consultas e exames”, afirmou Rafael, que também criticou a mudança de posicionamento político do candidato, lembrando que ele integrou o mesmo grupo até 2021 e assou a apoiar o ex-presidente Jair Bolsonaro e o então ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira.
Para os próximos anos, o governador defendeu medidas voltadas à capacidade de atendimento dos hospitais e à descentralização dos serviços. “Precisamos avançar mais ainda, tornando nossos hospitais mais resolutivos e levando as cirurgias, exames e consultas para mais próximo ainda da população, com 28 centrais de diagnóstico”, completou Rafael Fonteles.
Na sequência do debate, Rafael voltou a rebater críticas sobre o Programa Piauí Saúde Digital e afirmou que a iniciativa já contabiliza 2,2 milhões de procedimentos e pessoas beneficiadas. Para um eventual novo mandato, o governador defendeu a expansão do programa.
Fonteles também falou sobre saúde mental. Segundo ele, a partir de uma escuta realizada em diferentes regiões do Piauí, foi identificada a necessidade de ampliar o atendimento a pessoas com transtornos relacionados à ansiedade e à depressão. A proposta apresentada no Plano de Governo prevê o fortalecimento das equipes multiprofissionais da rede estadual nas macrorregiões de saúde.
Na área de atendimento às pessoas com deficiência e neurodivergentes, o candidato reforçou que o Piauí é referência nacional e defendeu a expansão dos serviços para o interior. Entre as propostas, citou a implantação do Centro Especializado de Atendimento às Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (Cetea) em todas as macrorregiões de saúde.
Rafael também relacionou a política de inclusão à educação. Segundo ele, mais de 250 escolas estaduais já contam com salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE). A proposta é ampliar a oferta desse atendimento na rede estadual para garantir acompanhamento especializado aos estudantes