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Criação de imposto sobre grandes fortunas tem apoio popular

Prevista na Constituição, mas nunca regulamentada, a taxação de grandes fortunas conta com significativo apoio popular. Pesquisa do instituto DataS...

16/02/2023 às 17h45
Por: Redação Fonte: Agência Senado
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Foto: Reprodução
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Prevista na Constituição, mas nunca regulamentada, a taxação de grandes fortunas conta com significativo apoio popular. Pesquisa do instituto DataSenado revela que 62% dos brasileiros concordam com a criação de um imposto específico para os mais ricos do país.

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Segundo o levantamento Panorama Político 2023, 34% desaprovam a taxação de grandes fortunas. Cerca de 5% dos entrevistados não sabiam ou não responderam.

Mas o que caracterizaria uma grande fortuna? Apesar de o tema ter movimentado os debates durante o período eleitoral, há uma grande divisão entre os brasileiros sobre qual faixa patrimonial seria considerada “fortuna”, e, portanto, estaria sujeita a taxação.

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data_senado_16.02(1).pngEm resposta à pergunta “Na sua opinião, a partir de qual valor seria uma grande fortuna?”, 13% dos entrevistados apontaram valores abaixo de R$ 1 milhão; 31% afirmaram que seria o  patrimônio entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões; 24% opinaram que esteja acima deste patamar (a partir de de 10 milhões) e outros 32% manifestaram que não sabem ou preferiram não responder.

— Algumas constatações da pesquisa refletem que ao longo do meu mandato venho defendendo bandeiras aprovadas pela maioria dos entrevistados. Por exemplo, o estudo mostra que 62% dos brasileiros são favoráveis à taxação de grandes fortunas como defendo na proposta que apresentei (PLP 50/2020) — apontou a senadora Eliziane Gama (PSD-MA), ao comentar a pesquisa.

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O projeto da senadora aguarda a escolha de relator na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). 

Dívidas

Enquanto se discute a taxação ou não dos mais afortunados, a maior parte da população segue mergulhada em dívidas conforme a pesquisa do DataSenado. Segundo o levantamento, 68% dos brasileiros afirmam não estar conseguindo poupar dinheiro para emergências e necessidades, o que indica que as famílias consomem toda a sua renda, inclusive com o pagamento de dívidas.

Para compreender melhor as preocupações e efeitos da situação financeira das pessoas em suas opiniões políticas e sociais, o DataSenado investigou ainda a capacidade dos brasileiros de arcar com suas dívidas e constatou que mais de um terço da população não está conseguindo honrar seus compromissos. 

De acordo com a pesquisa,  37% da população (61,6 milhões) possui dívidas em atraso há mais de 90 dias. O dado se aproxima do número de inadimplentes registrado no cadastro do Serasa em outubro de 2022: 69 milhões de pessoas.

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