23°C 41°C
Floriano, PI
Publicidade

Governo e Câmara buscam eliminar resistências finais contra a reforma tributária

O secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, e o coordenador do grupo de trabalho da Câmara sobre o as...

25/05/2023 às 18h30
Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias
Compartilhe:
Reginaldo Lopes: o novo imposto poderá ter uma versão federal e outra subnacional - (Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados)
Reginaldo Lopes: o novo imposto poderá ter uma versão federal e outra subnacional - (Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados)

O secretário extraordinário da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, e o coordenador do grupo de trabalho da Câmara sobre o assunto, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), disseram em seminário na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que acreditam que as resistências finais em relação à proposta estão sendo eliminadas.

Continua após a publicidade

Reginaldo Lopes voltou a dizer que o novo imposto resultante da reforma poderá ser dual e com três alíquotas. Ele explicou que o novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) poderá ter uma versão federal e outra subnacional (de estados e municípios), para evitar desconfianças entre os entes federativos.

“Talvez ele tenha que ser dual porque você tem que fazer uma transição para romper as desconfianças federativas. Para, no futuro, a gente chegar à conclusão de que o melhor seria um único IVA [Imposto sobre Valor Agregado], superadas as desconfianças entre nós”, disse Lopes.

Continua após a publicidade

Em relação às alíquotas, além da alíquota de referência, que o governo tem falado em 25%; poderia ser fixada uma alíquota de “equilíbrio” para setores como saúde e educação, e uma alíquota zero. Lopes chegou a citar 15% como alíquota de equilíbrio.

Já o secretário Bernard Appy citou as resistências dos grandes municípios. “Os grandes municípios estão querendo manter o ISS separado do ICMS. Não tem hoje nenhum país relevante que faça essa separação fora o Brasil. Estamos mais de 50 anos atrasados neste debate. E é impossível, na nova economia, separar mercadoria de serviço. Problema que já existe hoje e vai ficar pior ao longo do tempo”, afirmou.

Continua após a publicidade

O novo IBS eliminaria 5 tributos: IPI, PIS, Cofins, ICMS estadual e ISS municipal.

Cashback
O presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva, defendeu a reforma tributária, mas expôs uma divergência. “É preciso que, no texto da reforma, estejam contemplados mecanismos eficazes que reduzam essa desconfiança. E certamente não será a implantação de um cashback que levará a isso. Só vai aumentar a desconfiança”, declarou.

O cashback seria um mecanismo para devolver o IBS pago pelos contribuintes em relação a alguns produtos, como alimentos básicos.

O deputado Reginaldo Lopes disse que é favorável ao mecanismo. “Eu acho que isso é revolucionário por uma questão simples. Para a consciência fiscal daquele cidadão. Ele vai ter certeza que paga. Vai olhar e falar: prefeito, eu quero uma educação melhor para o meu filho, quero merenda, assistência, infraestrutura. Isso é cidadania plena, cidadania cultural, cidadania financeira, cidadania fiscal.”

O secretário Bernard Appy disse que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quer entrar pessoalmente na discussão da reforma nos próximos dias para levar o tema ao Plenário da Câmara dos Deputados. A reforma tributária é tema das PECs 45/19 e 110/19.

 

 

Floriano, PI
25°
Tempo limpo

Mín. 23° Máx. 41°

25° Sensação
3.14km/h Vento
45% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
05h51 Nascer do sol
05h51 Pôr do sol
Sex 39° 24°
Sáb 40° 23°
Dom 41° 24°
Seg 41° 23°
Ter 41° 22°
Atualizado às 04h06
Economia
Dólar
R$ 5,09 +0,04%
Euro
R$ 5,90 +0,04%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 419,042,47 +0,48%
Ibovespa
185,205,10 pts 3.05%