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Relatório sobre IA apresentado nesta terça inclui proteção ao trabalho e à identidade

Aspectos como proteção de dados, proteção ao trabalho e até armas letais autônomas foram incluídos no relatório do senador Eduardo Gomes (PL-TO), ...

18/06/2024 às 19h39
Por: Redação Fonte: Agência Senado
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Eduardo Gomes, relator da comissão temporária que trata do tema, incorprou temas presentes em 10 projetos de lei - Foto: Pedro França/Agência Senado
Eduardo Gomes, relator da comissão temporária que trata do tema, incorprou temas presentes em 10 projetos de lei - Foto: Pedro França/Agência Senado

Aspectos como proteção de dados, proteção ao trabalho e até armas letais autônomas foram incluídos no relatório do senador Eduardo Gomes (PL-TO), apresentado pelo parlamentar à Comissão sobre Inteligência Artificial (CTIA) nesta terça-feira (18).

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Ele apresentou um substitutivo ao projeto de lei ( PL 2.338/2023 ), do senador Rodrigo Pacheco, presidente do Senado. A proposta, que está em análise na comissão, incorporou vários temas de outros nove projetos tramitando em conjunto, que o relator considerou prejudicados. O presidente da CTIA, senador Carlos Viana (Podemos-MG) concedeu vista coletiva.

— Foram incorporadas ao texto novas regras de proteção ao trabalho e aos trabalhadores, organizadas em seção específica, na qual é determinada a adoção de medidas para mitigar os impactos negativos e potencializar os positivos da inteligência artificial — explicou o relator.

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Eduardo acrescentou que o substitutivo acompanhou tendências regulatórias adotadas durante a discussão sobre o tema no Reino Unido e nos Estados Unidos. Segundo ele, esses países promovem uma cooperação entre autoridades setoriais, com um equilíbrio para promover a livre iniciativa e a livre concorrência. Ele acatou completa ou parcialmente 27 das 55 emendas apresentadas até a leitura do parecer e esclareceu sobre a diretriz adotada em relação à responsabilidade civil.

— O texto elaborado optou por aplicar aos sistemas de inteligência artificial as regras gerais definidas no Código Civil e no Código de Defesa do Consumidor. Como destacado anteriormente, grande parte dos sistemas de inteligência artificial já estão sedimentados no cotidiano da sociedade, e esses instrumentos legais, por experiência, já se provaram adequados — afirmou.

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O senador tocantinense relembrou que a comissão de juristas (CJSUBIA), que apresentou um texto-base sobre o tema, realizou um total de 12 audiências públicas. Elas tiveram a participação de 54 palestrantes em painéis multissetoriais, abrangendo o setor público, academia, indústria e terceiro setor.

Além das audiências, a comissão recebeu mais de 100 manifestações escritas de entidades representativas da sociedade civil, órgãos governamentais, universidades e empresas. O Senado consolidou essas contribuições em uma nota informativa.

A CTIA aprovou ainda um requerimento ( REQ 2/2024 - CTIA ) do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) para a realização de mais cinco audiências públicas para tratar da avaliação de riscos, governança, autorregulação e boas práticas, fiscalização e inovação sustentável.

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