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Governo aposta em plano nacional de defesa civil para lidar com fenômenos climáticos

Ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional também anunciou testes com sistema de alertas

07/08/2024 às 17h34
Por: Redação Fonte: Agência Câmara
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Mario Agra / Câmara dos Deputados
Mario Agra / Câmara dos Deputados

Em reunião realizada em Salvador (BA) pela comissão da Câmara dos Deputados sobre prevenção e auxílio a desastres e calamidades naturais, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, disse que a seca na Amazônia deverá ser mais intensa neste ano e que o Rio Grande do Sul provavelmente terá que conviver com chuvas intensas e secas extremas nos próximos anos.

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Para lidar com esses fenômenos climáticos, o ministro afirmou que o governo aposta no Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil, que será anunciado ainda neste ano. “Lá está a prevenção, a mitigação, a preparação, a resposta e a reconstrução", assegurou Góes.

O governo também anunciou que serão iniciados agora os testes em 11 cidades com o sistema de alerta de desastres naturais. O sistema usa a rede de telefonia celular para emitir alertas com aviso sonoro. O alerta suspenderá qualquer conteúdo em uso na tela do usuário.

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Waldez Góes disse que, em 2023, foram editados 3.238 decretos de calamidade ou situação de emergência. Somente nos sete primeiros meses de 2024, foram 2.671.

Bahia
O tema da reunião da comissão foi a seca na Bahia. De acordo com o deputado Leo Prates (PDT-BA), a seca no estado foi mais intensa no ano passado, mas ainda continua. Ele disse que as consequências da seca são graves, afetando o abastecimento de água e a produção agropecuária.

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Para o deputado, a seca é a calamidade mais perigosa para o ser humano. “Nós vimos no ano passado a seca na Amazônia, onde o deslocamento é muitas vezes feito por hidrovias. Vimos as hidrovias secarem, e os médicos não terem como chegar aos postos de saúde. Faltaram atendimento e mercadorias, e as pessoas passaram necessidade naquela situação.”

Esta foi a pior seca enfrentada pela Bahia desde 1980, conforme o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. Ela foi agravada pelo fenômeno El Niño.

O diretor-geral da Defesa Civil de Salvador, Sósthenes Almeida, relatou que, na cidade, a situação foi diversa da verificada no interior do estado. Segundo ele, Salvador teve um volume de chuvas em abril igual ao de três meses somados.

Já o presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Alexandre Motta, disse que o órgão está ajudando os municípios pequenos a trabalharem com prevenção. Segundo ele, cada real gasto em prevenção economiza quatro reais em socorro emergencial.

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