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Estudo analisa distribuição espacial e inserção dos assentamentos de reforma agrária nas economias locais e regionais do Maranhão

O resultado desse estudo está disponível no material “Assentamentos de reforma agrária no Maranhão: Distribuição espacial, inserção nas economias l...

20/09/2024 às 16h50
Por: Redação Fonte: Secom Maranhão
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- Estudo analisa distribuição espacial e inserção dos assentamentos de reforma agrária no Maranhão (Foto: Arte/Divulgação)
- Estudo analisa distribuição espacial e inserção dos assentamentos de reforma agrária no Maranhão (Foto: Arte/Divulgação)

A Universidade Federal do Maranhão (Ufma), em parceria com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e com o apoio do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), realizou um estudo sobre a distribuição espacial, inserção nas economias locais e estratégias de desenvolvimento dos assentamentos de reforma agrária no Maranhão.

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O resultado desse estudo está disponível no material “Assentamentos de reforma agrária no Maranhão: Distribuição espacial, inserção nas economias locais/regionais e estratégias de desenvolvimento”, lançado na última sexta-feira (20).

O objetivo é avaliar o potencial de integração dos assentamentos em cadeias produtivas e sua conexão com políticas federais, especialmente as voltadas para a agricultura familiar, visando fortalecer o Incra, promover atividades produtivas, garantir autoabastecimento alimentar e facilitar o acesso a políticas de apoio governamentais. O estudo também analisa diversas modalidades de projetos de assentamento, incluindo projetos de assentamento federal, agroextrativistas e de desenvolvimento sustentável.

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Considerando o assentamento como território multifuncional, o estudo analisa sua distribuição espacial segundo a Nova Divisão Regional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); realiza uma análise socioeconômica das regiões maranhenses para traçar estratégias de desenvolvimento; examina a estrutura agropecuária essencial para a integração com cadeias produtivas regionais e; sugere estratégias para uma política agroindustrial sustentável nos assentamentos, incluindo estudos de caso como o Projeto Terra Sol do Incra.

O material destaca a necessidade de implementar práticas agropecuárias sustentáveis, como a agroecologia, para mitigar os efeitos da agricultura convencional e enfrentar a crise climática. Além de explorar como os assentamentos podem contribuir para o desenvolvimento regional por meio de agroindústrias sustentáveis, a análise ressalta a baixa produtividade do setor agropecuário no Maranhão, dominado pela pecuária extensiva e pela produção de soja e milho.

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A pesquisa conclui que os assentamentos devem ser fortalecidos como territórios produtivos por meio de políticas públicas, integração de redes institucionais e adoção de práticas sustentáveis. É fundamental que o Incra e outras instituições promovam a articulação entre os assentamentos e os órgãos envolvidos, visando transformar essas áreas em polos de desenvolvimento rural sustentável.

Sobre os autores

O estudo foi elaborado pelos professores do Departamento de Economia da Ufma, César Labre, Ricardo Zimbrão, Talita Nascimento; pelo engenheiro agrônomo e bolsista TED Incra/Ufma, Leonardo Melgarejo; pelo professor da Universidade Federal de Pelotas (Upel), Lucio Oliveira Fernandes; e pelo presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), Dionatan Carvalho.

O material completo está disponível para download no site do Imesc .

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