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Pesquisa revela que mulheres sofrem assédio também no mercado da comunicação

Estudo divulgado em maio pela Aberje constatou que 72% das mulheres já foram assediadas e 67% tem dificuldade de equilíbrio entre vida pessoal e pr...

15/09/2022 às 15h20
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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A segunda edição da pesquisa “A Mulher na Comunicação - sua força, seus desafios”, realizada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) em fevereiro de 2022 e publicada em abril do mesmo ano, constatou que as profissionais sofrem com assédio e desigualdade no ambiente de trabalho. Para a maioria das participantes (67%) a questão mais delicada e importante enfrentada pela profissional da área da comunicação hoje dentro das organizações é o “equilíbrio entre a vida pessoal e profissional”.

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Como consequência, há o surgimento de outros problemas como a desigualdade na remuneração, destacada por 34% das entrevistadas, e falta de oportunidades de promoção, relatada por 22% das mulheres. Outro fator observado por 35% das mulheres ouvidas na pesquisa foi a redução de suas responsabilidades, assim como a chance de promoção dentro das empresas de comunicação por causa da maternidade.  

“É preocupante observar que mesmo em uma área onde há o acolhimento de bastante profissionais femininas, a desigualdade é muito presente. Se isso acontece no meio da comunicação, imagine em áreas que são ainda mais dominadas por homens”, afirma Michelle Sampaio, Head de pessoas do Grupo Comunicarte.

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Já em relação aos cargos de liderança, o estudo apontou que a maioria deles ainda é ocupado por homens, ou seja, 61%. Diante desse cenário, 41% das entrevistadas disseram que se sentem desconfortáveis com o desequilíbrio de gênero na chefia das organizações.

Assédio

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Além das questões sobre a desigualdade salarial e a perda de espaço no ambiente corporativo, 72% das participantes contaram que já sofreram algum tipo de assédio no ambiente de trabalho.

“Qualquer tipo de assédio é inadmissível em qualquer lugar. Mas o que chama atenção é este alto índice de relatos de abuso e perseguição justamente num ambiente que deveria dar o exemplo, muito além do discurso. Aí o que se vê são empresas de comunicação que pregam a inclusão, a diversidade e a igualdade de gênero apenas para o público ver e não colocam de fato em prática no dia a dia, como deveriam fazer verdadeiramente com as suas colaboradoras”, enfatiza a especialista.

Foram ouvidas 554 mulheres que atuam na área de comunicação em diversas organizações e regiões do país. Todas as participantes possuem ensino superior, sendo 52% em Jornalismo, 19% em Relações Públicas e 14% em Publicidade e Propaganda.

De acordo com o estudo, 64% das entrevistadas fez ou está fazendo especialização/MBA, 10% mestrado e 4% doutorado. Comunicação (40%) e Marketing (26%) são as áreas preferidas para a Pós-Graduação.

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