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Teresa: plano para matar Lula faz parte de estratégia maior contra a democracia

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (26), a senadora Teresa Leitão (PT-PE) destacou a gravidade das denúncias envolvendo um plano para ...

26/11/2024 às 18h30
Por: Redação Fonte: Agência Senado
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 - Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
- Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (26), a senadora Teresa Leitão (PT-PE) destacou a gravidade das denúncias envolvendo um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. O esquema, revelado pela Polícia Federal, ficou conhecido como "Punhal Verde e Amarelo".

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Para a senadora, os eventos investigados — incluindo os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, a tentativa de explodir um caminhão-tanque próximo ao aeroporto de Brasília e o recente atentado à bomba em frente ao STF — fazem parte de uma estratégia maior contra a democracia.

— As conexões com o complô golpista vão se tornando mais evidentes. Estivemos muito próximos de um golpe de Estado urdido nos círculos palacianos, que teria como grave consequência o tolhimento de nossas liberdades e da convivência democrática. Depois de matar o presidente Lula, o vice-presidente Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes, quais seriam os próximos passos? Tomar posse da República e repetir um passado nada distante, um novo AI-5? Ou um Estado de Defesa, como explicitado na minuta golpista? O fechamento do Congresso Nacional? A cassação dos mandatos de senadores e senadoras, deputados e deputadas, eleitos e eleitas pelo povo? — questionou ela.

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A parlamentar ressaltou que a Polícia Federal indiciou 37 envolvidos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e militares. E argumentou que são necessárias punições rigorosas para preservar a estabilidade política do país e proteger o Estado de direito.

— Já vivemos uma ditadura e nunca mais queremos revivê-la. Este Congresso Nacional, portanto, deve ser intransigente em relação às pessoas que tramam contra a democracia e contra vidas. Não custou pouco a democracia neste país! O nosso país conviveu com uma ditadura civil, com uma ditadura militar e com mais de 300 anos de escravidão — lembrou ela.

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