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Oficina debate estratégias na atenção integral às crianças com síndrome congênita da Zika

A Secretaria de Saúde (Sesapi), em parceria com o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realiza a oficina “Primeiros Passos da A...

26/03/2025 às 13h14
Por: Redação Fonte: Secom Piauí
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Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí

A Secretaria de Saúde (Sesapi), em parceria com o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realiza a oficina “Primeiros Passos da Ação Zika nos Territórios”, com o objetivo de debater estratégias para a atenção integral às crianças com síndrome congênita da Zika e suas famílias.

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O evento, que ocorreu na Nova Maternidade Evangelina Rosa, reuniu mães de crianças com microcefalia, profissionais das regionais de saúde, representantes da Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), do
Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), da Fundação Municipal de Saúde e técnicos da Secretaria da Saúde.

“O encontro Primeiros Passos da Ação Zika nos Territórios tem o objetivo de qualificar profissionais para que possam replicar, em seus municípios, ações em rede voltadas para famílias com crianças com microcefalia. Somos o primeiro estado onde a oficina está sendo realizada”, afirmou a coordenadora estadual de Atenção à Saúde da Criança e do Adolescente, Consolação Nascimento.

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Foto: Reprodução/Secom Piauí
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Após dez anos do surgimento da síndrome congênita do Zika, mães, crianças e familiares da rede de apoio às pessoas com microcefalia agora têm mais informações sobre a condição. Para Francilene da Cruz, mãe de uma criança com microcefalia de dez anos, é fundamental que as autoridades compreendam a realidade e a dinâmica das famílias afetadas. “Estamos aqui nesta rede de apoio às mães e crianças para que eles ouçam o que temos a dizer, tanto nós, mães, quanto as próprias crianças. É muito gratificante contar com o apoio da Sesapi para levar às autoridades as reais necessidades de nossos filhos. O que temos a relatar é que nossas crianças foram acometidas por uma síndrome até então desconhecida”, destacou Francilene.

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A construção de uma política pública nacional de atenção integral à saúde da criança e do adolescente está em andamento desde 2009. No entanto, com a chegada da síndrome congênita da Zika, em 2015, novas estratégias foram integradas e ações de cuidado e atenção às famílias passaram a ser prioritárias, conforme explicou Liliane Penello, coordenadora técnica da Estratégia Brasileiras e Brasileirinhos Saudáveis, da Fiocruz.

“De lá para cá, temos acompanhado essas famílias e crianças. Neste momento, estamos retomando esse projeto, no qual as crianças foram acompanhadas até 2019, antes da interrupção. Agora, por meio do projeto Primeiros Passos, do Ministério da Saúde, vinculado à Coordenação de Saúde da Criança, estamos mobilizando esforços para retomar esses cuidados em dez estados do Brasil até o final de 2026, quando concluiremos essa etapa da Ação Zika nos Territórios”, concluiu Liliane.

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