
Funcionários do grupo funcional básico da Prefeitura de Teresina, composto por auxiliares de serviços gerais, motoristas e agentes de portaria, denunciam que estão sem reajuste salarial desde 2016. A situação tem gerado indignação entre os trabalhadores, que alegam receber valores inferiores ao salário mínimo vigente (R$ 1.518,00).
De acordo com a categoria, os salários variam entre R$ 980,65 a R$ 1.265,22, mesmo para servidores efetivos e com gratificações. “Desde 2016 que o nosso salário não tem reajuste. Várias categorias tiveram esse direito e nós não. O mais vergonhoso é que atualmente tem funcionários recebendo menos de um salário mínimo”, relatou um dos membros da comissão que representa o grupo. O servidor, que preferiu não ser identificado, afirmou que a luta por reajuste salarial já dura mais de um ano e meio.
A comissão tem buscado diálogo com vereadores, secretários municipais e com o próprio prefeito Silvio Mendes, mas ainda não obteve respostas concretas. Há dois meses, os representantes da categoria estiveram na Câmara Municipal de Teresina em busca de apoio, porém não houve retorno até o momento.
Atualmente, segundo o grupo, o funcionalismo básico conta com 1.399 servidores efetivos na Prefeitura de Teresina. A luta por valorização ganha contornos dramáticos com relatos de funcionários passando por dificuldades financeiras extremas.

Uma servidora, também sob anonimato, compartilhou seu contracheque e desabafou: “Você tem que escolher a conta que vai pagar no fim do mês. É uma bola de neve. Ficamos cada vez mais endividados e temos que recorrer a empréstimos. Tem colegas prestes a serem despejados porque não conseguem pagar o aluguel. Ou comem, ou pagam água, luz, ou aluguel”.
Procurada, a Prefeitura de Teresina não respondeu até a publicação desta matéria.
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