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Governo apoia primeiro lançamento de satélite maranhense a partir da base de Alcântara

Fruto de parceria do Governo Maranhão, por meio da Fapema, com a UFMA, o nanossatélite, batizado de Jussarra-K, tem a missão de coletar dados ambie...

08/07/2025 às 12h19
Por: Redação Fonte: Secom Maranhão
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- Nanossatélite, batizado de Jussarra-K, tem a missão de coletar dados ambientais (Foto: Divulgação)
- Nanossatélite, batizado de Jussarra-K, tem a missão de coletar dados ambientais (Foto: Divulgação)

O Maranhão se prepara para um feito inédito na área espacial. Previsto para ser lançado em setembro, a partir do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), o nanossatélite Jussara-K será o primeiro satélite desenvolvido no estado a entrar em órbita em um voo comercial.

Fruto de um acordo de cooperação do Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o projeto recebeu apoio para sua finalização e marca um avanço expressivo na ciência e tecnologia local. O Jussara-K foi projetado para coletar dados ambientais, com aplicações que vão desde o monitoramento de queimadas até a preservação de espécies.

“O Maranhão tem um papel estratégico no setor aeroespacial do país. Com este projeto, além de estarmos apoiando o lançamento do primeiro satélite maranhense, estamos também investindo na formação de recursos humanos altamente qualificados e no fortalecimento da pesquisa científica e tecnológica em nosso estado”, destacou o presidente da FAPEMA, Nordman Wall, que estava acompanhado do diretor científico da fundação, Cristiano Capovilla.

O Jussara-K é o primeiro satélite desenvolvido na UFMA. Do tipo spin-off, derivado do Aldebaran, tem como marco o pioneirismo de ser o primeiro satélite do Maranhão lançado a partir da base de Alcântara. Um feito emblemático também por representar o primeiro lançamento orbital de um satélite diretamente do CLA.

A iniciativa integra o projeto “Desenvolvimento de um Cubesat Padrão 1U de Baixo Custo para Missão Alcântara em Órbita”, que prevê o desenvolvimento, montagem, testes e integração do Jussara-K ao lançador HANBIT-Nano, da empresa sul-coreana INNOSPACE. A ação envolve diretamente alunos do curso de Engenharia Aeroespacial da UFMA, que participam de todas as etapas do processo – da concepção da missão ao descarte do satélite –, promovendo uma formação prática e especializada em tecnologia espacial.

O reitor da UFMA, Fernando Carvalho, destacou que a Fapema tem dado grande apoio à ciência, tecnologia e inovação no estado. A nova parceria é exemplo desse esforço. “É muito importante este acordo de cooperação, que tem como objetivo lançar o nanossatélite para realizar avaliações ambientais, principalmente na questão das queimadas, que prejudicam muito o meio ambiente. O satélite fará esse monitoramento na região da Amazônia Legal”, explicou o reitor.

Apoio

O apoio da Fapema inclui a aquisição de painéis solares para o sistema de energia do satélite, o desenvolvimento de uma Plataforma de Coleta de Dados (PCD), o custeio de despesas da equipe técnica da UFMA envolvida na integração com o foguete lançador e a divulgação pública do lançamento.

O lançamento do Jussara-K será realizado a partir do CLA, considerado um dos locais mais favoráveis do mundo para lançamentos em órbita equatorial. Coordenador do curso de Engenharia Aeroespacial da UFMA e coordenador-geral do projeto Jussara-K – Missão Alcântara em Órbita –, Carlos Brito explicou a escolha do nome do satélite: “Nós colocamos o nome Jussara porque representa uma fruta regional. Só aqui no Maranhão chamamos de juçara, e não açaí. E é Jussara com dois ‘s’, que faz referência a ‘smallsat’, ou seja, exatamente a categoria do satélite com a qual estamos trabalhando”, explicou.

Responsável pelo segmento espacial do satélite, o professor da UFMA Luís Cláudio de Oliveira Silva informou que o equipamento vai orbitar a Terra a uma altitude aproximada de 500 km, com velocidade de cerca de 27.800 km por hora. “A proposta é, além de contribuir para a proteção e o monitoramento do meio ambiente, testar uma carga útil baseada em Inteligência Artificial. Trata-se de um sistema inovador, que será experimentado no espaço. Com certeza, essa é uma contribuição significativa para o setor aeroespacial, para a formação dos nossos alunos e também para a preservação ambiental, dando um retorno à comunidade maranhense”, pontuou.

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