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Rafael Fonteles lidera mobilização de governadores do Nordeste contra tarifaço e defende soberania nacional

O governador Rafael Fonteles defendeu, nesta quinta-feira (31), a soberania e a altivez do Brasil nas negociações com o governo americano diante da...

31/07/2025 às 16h05
Por: Redação Fonte: Secom Piauí
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Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí

O governador Rafael Fonteles defendeu, nesta quinta-feira (31), a soberania e a altivez do Brasil nas negociações com o governo americano diante da ameaça de tarifaço. As declarações foram dadas durante entrevista no “Diálogos O Globo”, com a participação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema. O chefe de Executivo do Piauí, que é também presidente do Consórcio Nordeste, lidera uma mobilização dos governadores da região contra o tarifaço e terá um encontro, na próxima semana, com o presidente Lula para tratar do tema.

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Rafael afirmou que o tarifaço afetará alguns estados nordestinos em até 40% de suas exportações, mesmo com a redução dos produtos incluídos na lista divulgada pelo governo americano após o início das negociações diplomáticas. “É um desafio enorme para o Brasil. O Piauí é um estado exportador, mas menos de 5% das nossas exportações vão para os Estados Unidos. A maior parte, 65%, é para a China. No entanto, outros estados do Nordeste estão sendo impactados. O Consórcio Nordeste terá um encontro com o presidente Lula e com o vice-presidente Alckmin para tratarmos do tema em conjunto. Não acredito que haverá solução sem a participação do Governo Federal. O que temos feito no Piauí, especialmente com o mel, é abrir novos mercados — a Investe Piauí conseguiu acesso ao mercado japonês. Essa é uma medida para diminuir os impactos”, explicou.

As negociações estão sendo conduzidas pelo corpo diplomático brasileiro, pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, com o envolvimento de setores empresariais. Até o momento, o governo americano eliminou 700 itens da lista de produtos impactados, deixando de fora, por exemplo, a Embraer. “Acredito que a postura do governo federal tem sido correta, e já existem medidas de curto prazo. O presidente americano já recuou em 40% do que estava previsto, e acredito que vamos reverter mais. Esse diálogo está sendo liderado por um dos homens mais experientes do país, com grande capacidade de negociação, que é o vice-presidente [Geraldo] Alckmin. Devemos prevalecer no diálogo, mas com muita altivez nessa negociação”, defendeu.

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Ainda de acordo com Rafael Fonteles, o Brasil tem dado sinais claros de que avança no equilíbrio fiscal, tendo em vista que as metas de inflação estão sendo revistas e a geração de empregos segue em ritmo satisfatório. “O arcabouço fiscal está sendo cumprido. Não há que se falar em gastança. O país está gerando empregos, com inflação na meta. Tivemos o nono Boletim Focus seguido com o mercado revisando a inflação para baixo, com crescimento de 3%, o que é uma média muito maior do que nos anos anteriores. O ponto nevrálgico ainda é a taxa de juros elevada, que entendemos que a estabilidade fiscal vai permitir acomodar em patamares menores”, avaliou.

Questionado sobre a manutenção dos níveis de gastos do Governo Federal, Rafael explicou que a escolha política de manter os programas de transferência de renda é essencial para, por exemplo, retirar o Brasil novamente do Mapa da Fome. Além disso, o governo vem fazendo um trabalho constante de fiscalização dos pagamentos dos benefícios e também de proporcionar um ambiente favorável à empregabilidade dos beneficiários, permitindo que essas pessoas possam sair gradualmente da lista do Bolsa Família.

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Segurança pública

Rafael Fonteles defendeu também uma maior participação do Governo Federal na área da segurança, especialmente no combate ao crime organizado, de atuação nacional e internacional. “A responsabilidade maior é dos governadores, que comandamos as polícias mais numerosas. Mas o governo federal deve contribuir. Por isso, defendo a PEC da Segurança Pública, porque ela vai criar um efeito cascata, como foi com o Fundeb. O outro ponto é a entrada do governo federal no combate ao crime organizado. Também defendo uma reforma da legislação penal, endurecendo o combate ao crime organizado”, disse.

Educação

Os avanços do Piauí na educação têm repercutido nacionalmente. O Piauí é o primeiro estado a oferecer tempo integral em todas as escolas do ensino médio e, ao mesmo tempo, todas ofertam educação profissional e técnica, com curso técnico de 1.200 horas para 50 mil alunos. “É uma revolução que estamos promovendo no ensino médio. Mas temos uma colaboração com os municípios para apoiar o ensino fundamental. Somos o quarto melhor no Ideb. No ensino fundamental, o Piauí está entre os 10 melhores, assim como na alfabetização na idade certa. Monitoramos com lupa os indicadores para garantir que os recursos repercutam na aprendizagem”, explicou.

Desenvolvimento econômico e sustentabilidade

No país, poucos estados estão avançando na pauta da transição energética. O Piauí vem tratando essa agenda como uma oportunidade para se industrializar. “Entendemos que a transição energética é uma oportunidade econômica. O Piauí é o terceiro maior produtor de energia limpa. Somos candidatos a liderar a transição energética porque entendemos que essa é a nossa chance de industrializar o estado”, finalizou.

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