
Após a soltura de Bruno Lima, a defesa do investigado se manifestou sobre o caso e questionou a legalidade da prisão. As informações foram repassadas ao Portal Alô Piauí após a liberação do investigado, quando a equipe de reportagem entrou em contato com a advogada de defesa, Kelly Brandão, para obter esclarecimentos.
Segundo a advogada, Bruno Lima não foi preso em flagrante em nenhum momento. Ainda assim, conforme a defesa, a decisão judicial mencionou a conversão de uma suposta prisão em flagrante em prisão preventiva, o que, de acordo com Kelly Brandão, não existiu nos autos do processo.
A defesa afirma ainda que não estariam presentes os requisitos legais para a decretação da prisão preventiva. De acordo com o posicionamento apresentado, o investigado não representa risco à ordem pública, não ameaça a instrução processual e não há elementos concretos que indiquem que sua liberdade possa causar prejuízos ao andamento do processo.
Ainda conforme a advogada, o Judiciário fixou medidas cautelares diversas da prisão, as quais, segundo a defesa, serão rigorosamente cumpridas pelo investigado.
Kelly Brandão ressaltou que a prisão cautelar deve ser aplicada apenas em situações excepcionais e destacou a importância do respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.
O caso segue em tramitação na Justiça. Até o momento, não houve manifestação oficial da acusação sobre os argumentos apresentados pela defesa.
Bruno Lima é investigado suspeito de tentativa de feminicídio contra a secretaria de Saúde do município de Francisco Ayres-PI, Rosimeiry Nunes.
Mín. 19° Máx. 39°