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Injeção semestral contra HIV será testada pela Fiocruz em sete cidades do Brasil

Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 12 de janeiro, o medicamento é disponibilizado nas formas injetável (que será usada nos estudos) e em comprimidos. A droga atua em diversas etapas do ciclo replicativo do HIV, daí seu potencial preventivo.

20/01/2026 às 08h53
Por: Flávio Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO
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Injeção semestral contra HIV será testada pela Fiocruz em sete cidades do Brasil

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conduzirá um estudo com o lenacapavir, novo medicamento de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), em sete cidades brasileiras: Campinas, Florianópolis, Manaus, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O objetivo é que os resultados respaldem a avaliação para incorporar o remédio ao Sistema Único de Saúde (SUS).

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Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 12 de janeiro, o medicamento é disponibilizado nas formas injetável (que será usada nos estudos) e em comprimidos. A droga atua em diversas etapas do ciclo replicativo do HIV, daí seu potencial preventivo.

Intitulado ImPrEP LEN Brasil, o estudo é voltado para homens gays e bissexuais, pessoas não binárias designadas biologicamente do sexo masculino e pessoas transgênero, com idade entre 16 e 30 anos.

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As doses foram disponibilizadas pela Gilead Sciences, farmacêutica responsável pelo medicamento, e o início das aplicações depende da chegada ao Brasil de agulhas específicas para a administração do fármaco.

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Vendido sob o nome comercial Sunlenca, o lenacapavir integra uma classe de antirretrovirais considerada inovadora. O medicamento é indicado a pessoas a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 quilos, e que apresentem teste negativo para HIV antes do início do tratamento.

Custo é barreira

Apesar do potencial preventivo, o lenacapavir tem preço elevado, o que pode representar um obstáculo ao acesso. Estudo publicado na revista The Lancet estima que o custo real de produção poderia variar entre US$ 25 e US$ 46 por pessoa ao ano, enquanto o preço anual do tratamento nos Estados Unidos pode ultrapassar US$ 28 mil por paciente (cerca de R$ 150.640, na cotação atual)

Segundo a Anvisa, o medicamento ainda passará pela definição de preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A eventual oferta pelo SUS depende de avaliação e recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), além de aprovação do Ministério da Saúde.

Questionada sobre a previsão de preços para o Brasil, a Gilead Sciences informou ao Estadão que o valor comercial do medicamento ainda não foi definido e que comparações com preços praticados em outros países não refletem o processo brasileiro.

Sobre a expectativa de incorporação ao SUS, a farmacêutica afirmou que os processos seguem fluxos e prazos próprios, motivo pelo qual não há estimativa de data para uma eventual inclusão no sistema público de saúde.

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