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Nova Maternidade aposta em redinhas para melhorar bem-estar de bebês prematuros

A unidade acolhe recém-nascidos que já não necessitam de terapia intensiva, mas ainda precisam de assistência especializada.

21/01/2026 às 10h46
Por: Flávio Fonte: Com informações da Sesapi
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Nova Maternidade aposta em redinhas para melhorar bem-estar de bebês prematuros

A Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER) decidiu adotar o uso de redinhas para atender bebês prematuros na Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (Ucinco). A unidade acolhe recém-nascidos que já não necessitam de terapia intensiva, mas ainda precisam de assistência especializada.

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Segundo a maternidade, o uso das redinhas tem como objetivo oferecer mais conforto aos bebês, auxiliando na organização postural, na autorregulação e na criação de um ambiente mais calmo durante a internação, aproximando a experiência do recém-nascido da vivência intrauterina.

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“A redinha proporciona estimulação sensório-motora e acolhimento para os nossos bebês, especialmente aqueles que nasceram prematuros. Ela favorece a organização postural, o que é importante dentro do contexto de neuroproteção na unidade neonatal”, explicou a médica pediatra Marina Targa, reforçando que a técnica faz parte do cuidado humanizado proposto pelo Método Canguru.

Segundo a médica, o uso das redinhas contribui para um cuidado mais humanizado e para a construção de um ambiente mais acolhedor para o bebê.

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“A postura em flexão, proporcionada pela redinha, ajuda na organização sensorial e na autorregulação, especialmente em bebês mais irritados. Quando o recém-nascido não pode estar em posição canguru, ele deve ser mantido posturado no ninho ou na redinha, sempre em flexão, o que contribui para seu conforto, seu sono e sua estabilidade sensorial”, disse a médica.

Foto: Ascom/Sesapi

A produção das redinhas ocorre na própria maternidade. Até o momento, 30 unidades já foram confeccionadas, e após o uso elas retornam para a lavanderia, onde passam por todo o processo de higienização.

Gabriele Borges, de Teresina, acompanha a filha Ana Isabel, que nasceu prematura com 30 semanas. Ela relata que percebeu uma melhora significativa no comportamento e na estabilidade da bebê após o início do uso da redinha.

“Eu percebo que ela fica muito mais calma e tranquila na redinha. Antes, ela estava bem agitada, com os batimentos acelerados, mas, quando colocaram ela na redinha, os batimentos diminuíram e ela passou a dormir melhor. Ela fica mais aconchegada, mais confortável. A gente vê que ela relaxa, descansa e dorme por mais tempo. Para mim, é muito gratificante ver essa melhora, porque tudo que é bom para ela também traz mais segurança para mim. Eu nunca tinha visto esse método de perto e fiquei encantada quando encontrei ela na redinha pela primeira vez. Até mandei foto para toda a família; todo mundo achou lindo e ficou impressionado com o quanto ela ficou bem”, relatou a mãe.

 

Foto: Ascom/Sesapi

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