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Braille garante autonomia e inclusão a estudantes com deficiência visual na rede estadual do Piauí

Deficiente visual desde o nascimento, Alice Macedo, de 14 anos, ganhou mais autonomia ao aprender a ler e escrever em Braille no Centro de Apoio Pe...

08/04/2026 às 15h58
Por: Redação Fonte: Secom Piauí
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Foto: Reprodução/Secom Piauí
Foto: Reprodução/Secom Piauí

Deficiente visual desde o nascimento, Alice Macedo, de 14 anos, ganhou mais autonomia ao aprender a ler e escrever em Braille no Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP), localizado no bairro Monte Castelo, na zona sul de Teresina.

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“Desde os 11 anos eu frequento o CAP e muitas coisas na minha vida mudaram depois disso. Além de aprender o Braille e ler livros, hoje eu consigo acessar a tecnologia e também aprendi técnicas para me locomover com mais segurança”, contou a estudante.

A história de Alice representa o impacto direto da educação inclusiva na vida de estudantes da rede estadual. No mês em que se celebra o Dia Nacional do Braille, em 8 de abril, o trabalho desenvolvido no CAP reforça a importância do sistema como ferramenta essencial de alfabetização, inclusão e independência.

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Foto: Reprodução/Secom Piauí
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Alice Macedo, aluna do Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP) (Foto: Maria Luiza Barreto)

Atualmente, o CAP atende 46 alunos, a partir dos 7 anos, com deficiência visual e é referência no Piauí no atendimento educacional especializado. Além do ensino do Braille, o centro oferece suporte completo para o desenvolvimento dos estudantes.

Um dos destaques do Centro é a produção Braille. Por meio de uma impressora especializada, todo o material utilizado pelos alunos como livros, atividades e conteúdos escolares é adaptado do formato em tinta para o Braille.

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O CAP também adapta fórmulas matemáticas e imagens, que podem ser descritas ou transformadas em materiais com textura, facilitando a compreensão dos estudantes com cegueira ou baixa visão.

Para a professora, Rosemeire Soares, que também é deficiente visual, o Braille foi determinante para reconstruir sua vida após perder a visão, aos 30 anos. “Para mim que perdi a visão depois de adulta e já atuando como professora, aprender o Braille foi fundamental para minha reabilitação. Foi o que me permitiu voltar a estudar e fazer as atividades diárias. Além do trabalho, utilizando o Braille tenho independência para tomar uma medicação, por exemplo”, relatou.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
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Rosemeire Soares, professora do CAP (Foto: Maria Luiza Barreto)

O secretário de Estado da Educação, Rodrigo Torres, destacou que o investimento em educação inclusiva é uma prioridade da rede estadual. “O Braille continua sendo a base da alfabetização e da autonomia para as pessoas com deficiência visual. Ele permite compreender a estrutura da língua, acessar informações com independência e garantir mais segurança no dia a dia. No CAP, aliamos esse aprendizado ao uso da tecnologia e à adaptação de materiais, assegurando que nenhum estudante fique para trás”, afirmou.

Segundo o gestor, dominar o letramento tátil é fundamental para que crianças, jovens e adultos construam trajetórias educacionais sólidas e tenham acesso real às oportunidades. “O que estamos fazendo é garantir inclusão com qualidade, com estrutura e com acompanhamento. É assim que transformamos a educação em um instrumento verdadeiro de autonomia e cidadania”, completou.

Ensino, autonomia e tecnologia no mesmo espaço

Em 2026, 116 estudantes com deficiência visual estão matriculados nas escolas da rede estadual do Piauí. Nessas unidades, o ensino do Braille já faz parte da rotina pedagógica, especialmente nas Salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE), onde os alunos têm suporte para desenvolver a leitura e a escrita de forma adaptada.

Parte desses estudantes também frequenta, no contraturno, o Centro de Apoio Pedagógico a Pessoas com Deficiência Visual (CAP), em Teresina. No espaço, eles recebem um atendimento completo, que vai além da alfabetização em Braille.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
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Foto: Maria Luiza Barreto

No CAP, os alunos têm acesso a atividades como o uso do Soroban (matemática adaptada), orientação e mobilidade, práticas educativas para a vida independente e acompanhamento com uma equipe multiprofissional, formada por psicopedagoga, fisioterapeuta, fonoaudióloga e psicóloga.

Outro diferencial é a informática acessível, que permite aos estudantes utilizarem computadores e celulares com recursos adaptados, ampliando as possibilidades de aprendizagem e comunicação.

Foto: Reprodução/Secom Piauí
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Foto: Maria Luiza Barreto

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