23°C 40°C
Floriano, PI
Publicidade

Crises em série farão empresas investirem em adaptação

Para consultor, empresas devem esperar crises globais em série nas próximas décadas; adaptação e resiliência são saídas para fazer frente à imprevi...

28/11/2022 às 08h40
Por: Redação Fonte: Agência Dino
Compartilhe:
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Em menos de três anos, a covid-19, a guerra entre Rússia e Ucrânia e os recentes lockdowns em áreas fabris da China fizeram empresas de todo mundo experimentar um inédito cenário de crises globais sucessivas, que exigiram respostas enérgicas. 

Continua após a publicidade

Um dos exemplos mais expressivos de mudanças impostas por esse novo ambiente é a drástica decisão da Apple de mover suas linhas produtivas antes concentradas na China para diferentes países, como Índia e Estados Unidos, na tentativa de melhor lidar com futuras interrupções, agora mais do que nunca avaliadas com cuidado nos planejamentos da empresa.

O movimento da maior e mais rentável empresa de tecnologia do mundo é o prenúncio de uma transformação profunda na gestão de empresas globais, que devem esperar nas décadas um cenário de crises cada vez mais frequentes e de abrangência cada vez mais global, capazes de desorganizar em nível mundial não só as atividades produtivas, mas também as condições de operação logística e de oferta e demanda em diferentes mercados ao redor do globo. 

Continua após a publicidade

“Mais do que resilientes, as empresas precisam ser flexíveis para, por exemplo, terem excelência no timing de ajuste de suas demandas e elásticas para tomarem a decisão mais acertada sobre o preço do seu serviço ou produto num dado instante”, avalia o consultor Cristiano Dória, head de Operações da consultoria empresarial alemã Roland Berger, que organizou recentemente em São Paulo um evento para cerca de 120 CEOs brasileiros para discutir o enfrentamento das próximas disrupções globais.

Para o executivo, diante de um mundo cada vez mais imprevisível, as empresas vão precisar daqui para frente serem capazes de se adaptar rapidamente à disruptura, mantendo as operações contínuas e salvaguardando pessoas, ativos e equidade de suas marcas. Nesses novos tempos, Dória defende que as organizações empresariais terão de buscar um “DNA projetado para disruptura”, o que significa na prática buscar processos de análise de riscos ainda mais eficientes, o desenvolvimento e a implementação de estratégias de negócio em ainda menos tempo e, principalmente, identificar com mais rapidez as oportunidades em cada cenário.

Continua após a publicidade

“As disrupções trazem consigo novas oportunidades de negócios e as corporações que estiverem preparadas para enfrentar esse novo paradigma com excelência em adaptabilidade têm condições de sair na frente”, destaca Doria. “As organizações que proativamente enxergarem oportunidades de negócios e não apenas se defenderem a cada disruptura, têm as maiores chances de sucesso”, prossegue o executivo. 

Ainda de acordo com ele, a transformação da organização para fazer frente a crises globais em série também está ligada diretamente à postura de seu líder máximo. Segundo Dória, os CEOs deverão compreender que suas empresas vão atuar num ambiente dinâmico, em que estarão sujeitas a ataques e contra-ataques, cabendo a ele desenvolver e liderar uma empresa com uma dinâmica organizacional cada vez mais azeitada. 

“Mais do que nunca, as empresas brasileiras precisam desenvolver suas capacidades de adaptação empregando os três pilares - resiliência, flexibilidade e elasticidade - para poder evoluir e enfrentar as adversidades”, finaliza.

Floriano, PI
27°
Parcialmente nublado

Mín. 23° Máx. 40°

28° Sensação
2.87km/h Vento
61% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
05h50 Nascer do sol
05h50 Pôr do sol
Seg 42° 24°
Ter 39° 25°
Qua 39° 22°
Qui 39° 21°
Sex 39° 23°
Atualizado às 08h06
Economia
Dólar
R$ 5,12 +0,02%
Euro
R$ 5,95 +0,03%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 432,800,68 -0,14%
Ibovespa
185,147,16 pts -0.02%