
Uma adolescente de 17 anos, conhecida como “Princesinha”, é apontada como a autora dos disparos que vitimaram Rafaella Cabral no dia 20 de setembro, na saída de um clube na zona Leste de Teresina.
A investigação, conduzida pelo Núcleo de Feminicídios do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), traçou a cronologia do crime. Segundo a delegada Nathália Figueiredo, Rafaela estava no Clube de Engenharia acompanhada do namorado e de familiares.
Em determinado momento, teve início uma discussão entre as pessoas que estavam na mesa de Rafaela e os ocupantes de outra mesa, onde estava uma mulher identificada como Catarina. Pouco depois, Catarina voltou a discutir com Rafaela, desta vez por causa de uma tomada. Durante a briga, Catarina tirou fotos da vítima e as enviou para membros de uma facção rival, que foram ao local para executá-la.
“Rafaella chegou ao clube com o namorado e demais familiares, de fato houve uma confusão inicial a respeito de uma tomada, com o namorado dela e os demais que estavam na mesa da Catarina, chegando mesmo a ter luta corporal. No segundo momento teve uma discussão da Catarina com a vítima Rafaela. Segundo testemunhas a própria Catarina teria tirado uma foto da Rafaella e a própria investigação caminha no sentido de que ela enviou ao grupo que realizou a execução. A gente vê nas imagens no momento que a Rafaella é forçada a ir ao local em que foi alvejada”, afirma a delegada.
Os envolvidos no crime mantinham rivalidade motivada por facções criminosas. Princesinha e Rafaella eram rivais e trocavam ameaças e indiretas nas redes sociais. No dia do crime, a adolescente chegou ao clube em um carro branco, veículo apreendido durante operação deflagrada nesta sexta-feira (9).
“Segundo foi apurado em termos de oitiva, que no momento inicial seguraram ela e em ato continuo a adolescente, a Princesinha, que estava nesse veículo branco, sai do veículo e realizada os disparos matando a vítima no local. A Princesinha ocupa uma posição de importância no Bonde dos 40 e a investigação caminha no sentido de que ela foi responsável pela realização dos disparos de arma de fogo. Agora vamos dar seguimento a investigação”, explica a delegada.
Foto: Reprodução

A delegada informou que a primeira prisão ocorreu oito dias após o crime, quando Catarina foi localizada e detida por suspeita de participação no homicídio. Já nesta sexta-feira (9), dois homens, identificados como Messias e Sérgio, foram presos durante a operação.
Na casa de um dos alvos, a polícia encontrou o carro utilizado no crime e tabletes de maconha escondidos dentro da caixa de um ventilador. Todo o material foi apreendido e os suspeitos foram encaminhados para o cumprimento das prisões temporárias.
A polícia segue com os interrogatórios e o DHPP não descarta novas prisões nos próximos dias.
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