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Operação do GAECO prende advogado e cumpre mandato de busca e apreensão em Floriano-PI

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, os crimes ocorreram em pelo menos em oito estados e movimentaram cerca de R$ 190 milhões em menos de cinco anos.

05/07/2023 às 14h12 Atualizada em 05/07/2023 às 15h51
Por: Redação Fonte: G1-PI
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Foto: MPMS
Foto: MPMS

Um advogado, que não teve a identidade revelada, foi preso, nesta quarta-feira (5), em Floriano-PI, suspeito de participação em um esquema de golpes por meio de empréstimos consignados no Piauí e em outros sete estados.

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Houve ainda uma segunda prisão, de um cunhado do advogado, que também não foi identificado. As prisões ocorreram durante a Operação Arnaque, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS).

Foto: Reprodução/Ivan/Piauí Notícias

Em Floriano, foram cumpridos três mandados, um de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, expedidos pelo Juízo da 4ª Vara Criminal de Competência Residual da comarca de Campo Grande.

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As ordens judiciais foram executadas pelo Gaeco do MPPI em um escritório de advocacia, onde foram apreendidos 15 notebooks, cinco pen drives e dois celulares do escritório. O órgão não divulgou qual teria sido a participação do advogado e da outra pessoa presa no esquema.

Foto: MTMS

A operação tinha como objetivo o cumprimento de 39 mandados de prisão preventiva e de 51 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do SulBahiaGoiásMato GrossoMinas GeraisParaíbaParaná e no Piauí.

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Equipes percorrem os estados em etapa conclusiva da investigação que, no último mês, tornou réus todos os 39 alvos de mandados de prisão, dentre eles sete advogados, dois vereadores e outros dois servidores públicos.

A eles é apontada a prática dos crimes de integrar organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e uso de documento falso.

A investigação identificou duas organizações criminosas lideradas por advogados responsáveis pela propositura de mais de 70 mil ações judiciais em todas as regiões do país.

Segundo o Gaeco, muitas dessas ações foram consideradas temerárias - de má-fé, sem interesse fundado, sem legitimidade - pelo Poder Judiciário, praticamente todas sob premissa de que os empréstimos foram forjados.

Foto: MPMS

Ainda conforme o Gaeco, os criminosos utilizavam de "artimanhas" para conseguir procurações de idosos, deficientes e indígenas para, depois, ajuizarem múltiplas ações contra instituições financeiras em nome dessas pessoas.

O grupo apontou que cerca de 10% dos casos terminavam com procedência, quando não eram feitos acordos em massa com instituições financeiras, e que os crimes exploraram pessoas em grave situação de pobreza e vulnerabilidade social.

Apesar disso, segundo o Gaeco, os líderes dessas organizações criminosas movimentaram cerca de R$ 190 milhões em menos de cinco anos de atividade.

O nome da operação, Arnaque, significa, em tradução livre do francês, golpe. E faz alusão aos métodos fraudulentos usados pelas organizações criminosas para enganar as vítimas.

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