23°C 42°C
Floriano, PI
Publicidade

Comissão aprova projeto para autorizar uso do fungicida carbendazim em agrotóxicos

Proposta anula decisão da Anvisa que previa redução gradual do produto nas lavouras brasileiras

21/11/2024 às 16h14
Por: Redação Fonte: Agência Câmara
Compartilhe:
Bruno Spada /Câmara dos Deputados
Bruno Spada /Câmara dos Deputados

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 312/22 , que autoriza o uso do fungicida carbendazim em produtos agrotóxicos no Brasil.

Continua após a publicidade

Na prática, o PDL anula a Resolução 739/22, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que decidiu pela redução gradual do carbendazim em lavouras brasileiras, até a conclusão do processo de reavaliação toxicológica do produto, iniciado em 2019.

O carbendazim está entre os 20 agrotóxicos mais usados no País, de acordo com a Anvisa. O produto é amplamente usado em plantações de algodão, cana-de-açúcar, cevada, cítricos (laranja, limão), feijão, maçã, milho, soja e trigo. No entanto, um relatório elaborado por técnicos da agência aponta evidências de que o carbendazim é cancerígeno, sendo impossível definir uma dosagem segura para o uso do produto.

Continua após a publicidade

Autor do projeto que anula a decisão da Anvisa, o deputado Jose Mario Schreiner (MDB-GO) considera a suspensão repentina da importação, produção, distribuição e comercialização do carbendazim no País um problema para toda a cadeia produtiva do agronegócio.

De acordo com a relatora, deputada Marussa Boldrin (MDB-GO), o uso do carbendazim contribui significativamente para a manutenção da produtividade agrícola, que se faz ainda mais crucial em um momento de crescentes desafios alimentares globais. "A suspensão abrupta da produção, importação e uso deste ingrediente, sem um plano de substituição, pode causar interrupções significativas na cadeia de suprimentos agrícolas, com aumento de custos de produção e preços de alimentos", disse.

Continua após a publicidade

Boldrin acredita que a decisão da Anvisa foi tomada sem estudos técnicos e científicos robustos que embasem a proibição. Ela disse que a proibição contraria a lei que criou a agência ( Lei 9.782/99 ), que prevê estudos de impacto econômico e técnico no setor regulado e de impacto na saúde pública. "Os impactos potenciais dessa proibição na cadeia produtiva agrícola, no meio ambiente e na economia do País como um todo necessitam de um exame detalhado, baseado em evidências científicas e em análises de impacto econômico", afirma.

Próximos passos
O projeto ainda será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, segue para o Plenário.

Conheça a tramitação de projetos de decreto legislativo

Floriano, PI
40°
Tempo limpo

Mín. 23° Máx. 42°

41° Sensação
3.2km/h Vento
24% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
05h29 Nascer do sol
05h45 Pôr do sol
Sáb 42° 25°
Dom 40° 25°
Seg 39° 25°
Ter 40° 26°
Qua 41° 24°
Atualizado às 11h06
Economia
Dólar
R$ 5,08 -0,33%
Euro
R$ 5,71 -0,04%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 439,068,62 -0,75%
Ibovespa
204,669,72 pts 0.17%