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‘Era grosseiro, se incomodava por ela ocupar posto de comando’, afirma delegada sobre guarda civil que matou ex e vereador

Vítima se sentia perseguida, mas não pediu medida protetiva pois o ex já estava se relacionando com outra pessoa, diz polícia.

04/09/2025 às 18h46 Atualizada em 08/09/2025 às 15h50
Por: Redação Fonte: G1/PI
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‘Era grosseiro, se incomodava por ela ocupar posto de comando’, afirma delegada sobre guarda civil que matou ex e vereador

O guarda civil Francisco Fernando de Oliveira Castro mantinha um comportamento abusivo no relacionamento com a ex-mulher, a comandante da Guarda Civil Municipal (GCM) de Parnaíba, Penélope Brito. A informação foi confirmada pela polícia após a conclusão do inquérito sobre o assassinato.

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Francisco Fernando foi indiciado por feminicídio majorado, homicídio qualificado — por motivo torpe, uso de meio cruel, perigo comum e impossibilidade de defesa das vítimas — além de tentativa de homicídio qualificada. 

Segundo a delegada Nathália Figueiredo, do Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Penélope relatou a uma amiga que se sentia perseguida pelo ex-marido após o fim do relacionamento e que precisava de acompanhamento psicológico por estar ansiosa com a situação.

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“Quando foi analisado, o contexto de relação do casal foi nos trazendo informações importantes, principalmente o contexto de abusividade que Penélope vivia na relação. Ele era extremamente grosseiro, e isso foi trazido por familiares, amigos próximos. Ele se incomodava pelo fato de Penélope ocupar um posto de comando de uma unidade que ele fazia parte”, afirmou Nathália Figueiredo.

Segundo a delegada, Penélope cogitou buscar medidas protetivas, mas desistiu. Segundo a delegada, um dos motivos foi saber que Francisco Fernando estaria em outro relacionamento.

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Durante a entrevista, a delegada também comentou sobre informações que circularam em redes sociais, incluindo o vazamento de depoimento de uma testemunha, que culpava a vítima.

“Toda essa campanha de difamação que foi levada contra Penélope não foi comprovada em sede de investigação, muito pelo contrário. Estamos batendo desde o início, a vítima jamais terá culpa de ter sido vítima. Por vezes em uma relação, você não imagina que a pessoa poderia fazer isso”, descreveu a delegada.

 

Guarda foi indiciado por três crimes

O guarda civil Francisco Fernando de Oliveira Castro foi indiciado pelas mortes da comandante da Guarda Civil Municipal (GCM) de Parnaíba, Penélope Brito, e do vereador Thiciano Ribeiro (PL), e pela tentativa de homicídio do taxista Paulo César Lopes Pereira.

O inquérito foi concluído pela delegada Nathália Figueiredo, do Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo ela, o guarda civil foi indiciado por feminicídio consumado e majorado; homicídio qualificado por motivo torpe, sem chance de defesa das vítimas, meio cruel e perigo comum; e tentativa de homicídio qualificado.

Penélope e Thiciano foram assassinados a tiros no dia 27 de agosto, no Centro de Teresina. O taxista Paulo Pereira estava próximo ao local do crime e foi ferido por estilhaços de vidro do próprio carro, que foi atingido por um disparo.

O caso segue para o Ministério Público do Piauí, que decidirá sobre a denúncia à Justiça.

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