
O Instituto de Terras do Piauí (Interpi) realizou, na segunda-feira (15), o lançamento do programa “Essa Terra Agora é Minha”, no município de Queimada Nova, marcando o início de uma nova etapa dos trabalhos de regularização fundiária na região. Como parte da programação, foi realizada uma audiência pública com a participação da Prefeitura Municipal, vereadores, representantes de sindicatos, cartório e moradores da cidade, momento em que foram apresentados os objetivos do programa e as próximas fases do processo.
Durante o encontro, a equipe técnica do Interpi detalhou o planejamento das ações que serão desenvolvidas ao longo dos próximos meses. O trabalho já conta com uma importante etapa concluída: o mapeamento preliminar do território, que identificou 415 áreas passíveis de regularização fundiária. A estimativa inicial aponta para a possibilidade de emissão de aproximadamente 3 mil títulos de propriedade no município.

A regularização fundiária garante segurança jurídica às famílias rurais, amplia o acesso a políticas públicas e fortalece o desenvolvimento econômico local. Com o título de propriedade, produtores passam a ter melhores condições para acessar crédito rural, programas governamentais e investimentos voltados para a produção agrícola.
O diretor-geral do Interpi, Rodrigo Cavalcante, ressaltou que a regularização fundiária é uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento do estado. “Quando entregamos um título de propriedade, estamos levando segurança jurídica para as famílias, fortalecendo a produção rural e criando condições para que o agricultor tenha acesso a crédito e outras políticas públicas. Queimada Nova inicia hoje um processo que pode beneficiar até 3 mil famílias e gerar impactos positivos para toda a economia local”, destacou o gestor.
No início do segundo semestre, o programa avançará para a fase de diagnóstico territorial. Nessa etapa, as equipes do Interpi percorrerão as localidades previamente identificadas para conhecer a realidade de cada área, dialogar com as famílias e reunir informações que subsidiarão a continuidade dos trabalhos.
Ainda durante o segundo semestre, será realizada a etapa de campo, que inclui o cadastramento das famílias beneficiárias e o georreferenciamento das áreas ocupadas. Essas atividades são fundamentais para garantir a precisão técnica do processo e permitir o avanço das etapas administrativas que resultarão na entrega dos títulos de propriedade.

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